Agripino atribui derrota de senadores a fracas alianças

Um dos únicos líderes de oposição reeleitos ao Senado, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), minimizou a força política do presidente Lula na derrota de outros senadores oposicionistas, como Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, Tasso Jereissati (CE), ex-presidente do PSDB, Marco Maciel (PE), ex-vice presidente, e Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Casa.

CAROL PIRES, Agência Estado

06 de outubro de 2010 | 17h44

Na avaliação de Agripino, o que levou esses senadores a perder nas urnas pela reeleição foram "fracas alianças locais". "Arthur não tinha um palanque de governador", explicou. "Por que Tasso sucumbiu? Ele tem uma relação pretérita com Ciro e Cid Gomes, e os votos em Cid para governador sugaram os votos dele", analisou o senador.

O Rio Grande do Norte foi o único Estado do Nordeste que elegeu um governador da oposição, Rosalba Ciarlini (DEM). Dentre os principais líderes da oposição no Senado, apenas Agripino e Demóstenes Torres (DEM-GO) se reelegeram.

Agripino disse ainda que Lula, ao invés de fazer campanha pela candidata dele, a ex-governadora Wilma Faria (PSB), derrotada na eleição para senadora, fez campanha contra os candidatos da oposição. "No meu Estado, Lula fez uma campanha contra mim de telemarketing, não é pedindo voto para a Wilma Faria, é contra mim", disse. "É a voz dele: Não vote em senador que fala mal de mim, que aposta que o governo dê errado", relatou o senador.

O líder do DEM disse ainda que sua estratégia de campanha foi mostrar na TV imagens das votações no Senado quando votou a favor de projetos do governo como o ProUni, o Bolsa Família e o Minha Casa,Minha Vida. "Eu combati os erros de Lula, mas votei a favor dos projetos bons", disse.

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