Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Agressão a jornalistas é 'inadmissível', diz ministro Braga Netto

No último domingo, profissionais do 'Estadão' foram agredidos com chutes, murros e empurrões por apoiadores de Bolsonaro

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 18h13

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Braga Netto, disse nesta segunda-feira, 4, que é “inadmissível” qualquer tipo de agressão a jornalistas. Ele havia sido questionado, em coletiva no Palácio do Planalto, sobre ataque de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas durante ato pró-governo, como chutes, socos e empurrões à equipe de profissionais do Estadão.

“Liberdade de expressão é requisito fundamental e a liberdade de imprensa é prezada como um todo. O que pedimos, exatamente, é que mostrem todos os lados. Qualquer tipo de agressão a jornalistas, isso é opinião minha e do governo, ela tem de ser apurada. E ela é inadmissível”, disse Braga Netto.

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, concordou com Braga Netto. Ele disse que Bolsonaro “se mostrou bastante aborrecido” com a agressão. “É o que ele fala, ele não controla esse pessoal todo”, disse Ramos.

Mais cedo o presidente Jair Bolsonaro colocou em dúvida a agressão agressão sofrida por profissionais do Estadão em ato realizado contra o Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF) do domingo, 3, em Brasília, e disse que, “se houve”, partiu de “possíveis infiltrados”. Bolsonaro esteve presente na manifestação, mas disse que não viu a violência ao fotógrafo Dida Sampaio e a outros membros da equipe de reportagem.

Também nesta segunda, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, divulgou nota na qual afirma que "qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável" e que "a liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático".

Notícias positivas

No dia seguinte ao número acumulado de casos da covid-19 no Brasil ultrapassar 100 mil, o ministro Ramos voltou a pedir notícias positivas sobre a covid-19. 

Ele disse que não é preciso omitir imagens de caixões e números sobre mortos e casos acumulados da doença, mas que faria bem para a população saber sobre quantas pessoas já foram curadas.

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