Elza Fiúza/Agência Brasil
Elza Fiúza/Agência Brasil

Agnelo terá de explicar ligação de assessores com contraventor

Governador do DF também será pressionado a falar sobre sua gestão como diretor na Anvisa

Fábio Fabrini, de O Estado de São Paulo,

12 Junho 2012 | 22h30

BRASÍLIA - Citado pelo grupo de Carlinhos Cachoeira como o "01 de Brasília" ou "Magrão", o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), depõe nesta terça-feira, 13, à CPI pressionado a explicar as relações de seus principais assessores com a organização comandada pelo contraventor.

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O ex-chefe de gabinete do petista, Cláudio Monteiro, pediu demissão após a revelação de que teria recebido propina para favorecer interesses do grupo. Ex-subsecretário de Esportes do DF, ligado ao governador, João Carlos Feitosa, o Zunga, também é suspeito de receber dinheiro da quadrilha. Nos áudios, ele é citado como porta-voz de recados do governador, um deles para conversar com o contraventor. Conforme o inquérito da Operação Monte Carlo, a organização de Cachoeira negociava com assessores de Agnelo nomeações no governo, principalmente no Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão responsável pela fiscalização de contratos da Delta Construções, que detinha 70% do mercado de limpeza no DF. Conforme os grampos, a relação de nomes foi levada ao secretário de Governo, Paulo Tadeu. Ele e o titular da Saúde, Rafael Barbosa, teriam se reunido com Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste, para discutir interesses da empresa.

Integrantes da CPI também pretendem questionar o governador sobre sua gestão como diretor na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão no qual o grupo de Cachoeira também tentou atuar. Gravações mostram que a cúpula do laboratório Hipolabor, de Minas, recorria a Rafael Barbosa, ex-adjunto do petista na agência, para acelerar demandas de interesse.

O governador e seus secretários negam relações com Cachoeira. Dizem que a quadrilha de Cachoeira não conseguiu emplacar seus pleitos no governo.

 

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