Agnelo Queiroz ataca corrupção no DF

Acompanhado de seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB), Agnelo Queiroz (PT) foi empossado, às 11h, na Câmara Legislativa, no cargo de governador do Distrito Federal. Agnelo fez juramento se comprometendo a trabalhar pela "justiça social, pelo progresso e pelo desenvolvimento integrado do Distrito Federal".

Agência Estado - BRASÍLIA,

01 de janeiro de 2011 | 17h39

Durante discurso carregado de emoção, o petista atacou firmemente a corrupção que dominou o cenário político da capital e garantiu que em 100 dias restabelecerá a ordem na assistência médica pública no DF.  Agnelo assume o governo com a tarefa de moralizar a política local, que foi alvo de escândalos que resultaram na prisão e afastamento do ex-governador José Roberto Arruda.

Ele também tem pela frente o desafio de tentar melhorar os péssimos serviços prestados pelo governo, como os dos hospitais públicos, e até mesmo a conservação de Brasília, tomada pelo mato nas últimas semanas.  "Políticas públicas sem controle transformaram o Distrito Federal numa desordem, que agora foi derrotada nas urnas.

Assumo aqui, agora, compromisso de usar ferramenta esquecida: o planejamento", prometeu. Referindo-se ao escândalo de distribuição de propinas revelado em vídeos no ano passado e que envolveu integrantes do governo Arruda e deputados distritais, Agnelo alertou em seu discurso de meia hora que "as nuvens tempestuosas de uma das piores crises do DF ainda não se dissiparam".

Sem esconder a emoção, ele prometeu resgatar o orgulho dos brasilienses.  "A situação que nós encontramos, com o serviço público no caos, dívidas, obras paralisadas, é fruto de um jeito de governar que usa o dinheiro público para benefício pessoal. Não é aceitável que a capital federal seja percebida como sinônimo de corrupção, negociatas e práticas incompatíveis com o serviço público. Não é possível que seja motivo de achincalhe e piada nacional", afirmou.

Outro tema abordado pelo segundo petista a governar o Distrito Federal - o primeiro foi o senador Cristovam Buarque, entre 1998 e 2002 -, foi o crescimento desordenado do DF, com o surgimento de cidades satélites no entorno de Brasília, onde as condições de vida contrastam com o alto nível de renda do Plano Piloto e outros bairros nobres.  "A capital do Brasil perdeu a chance de pegar carona nas mudanças do governo Lula. O fosso social ficou ainda maior e mais profundo. Hoje existem duas 'Brasílias', uma planejada e rica e outra maltratada. Queremos levar mais governo para quem precisa de governo. Estou certo que terei o apoio irrestrito de Dilma Rousseff para isso", completou.

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