Agnelo diz na CPI que foi vítima de grampo ilegal

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), afirmou na CPI do Cachoeira que foi vítima de grampo ilegal. Segundo Agnelo, 300 telefones de pessoas na capital foram alvos de interceptações clandestinas. Ele negou com veemência a suspeita de que partiria do governo dele as gravações de telefonemas feitos fora da lei. "Eu fui vítima disso", afirmou. "Jamais posso admitir qualquer atitude que ocorra neste sentido", disse, ressaltando ter determinado à Polícia Civil do DF a abertura de inquérito para apurar os fatos.

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 Junho 2012 | 13h17

Agnelo declarou que esquemas de espionagem e arapongagem são práticas recorrentes na capital do País. Segundo ele, "muitos desses grupos criminosos" que se valem das interceptações ilegais são aqueles que "anunciaram várias vezes" que ele iria cair.

O governador disse que colocou um grupo de delegados e investigadores com "maior expertise" para apurar as suspeitas de grampo ilegal. A apuração foi aberta em fevereiro e ainda não foi concluída. "Não é para jogar para plateia", afirmou. "Eu tenho certeza que nós desmontaremos (o esquema de arapongagem)", completou.

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