Agnelo assina documento liberando sigilos

Sob aplausos de aliados, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), assinou nesta quarta na CPI do Cachoeira um documento no qual se libera a abertura dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A decisão foi motivada a partir de questionamentos do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Mais cedo, Agnelo havia se comprometido verbalmente a ceder à comissão seus dados sigilosos.

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 de junho de 2012 | 17h57

Onyx disse que queria uma concordância formal ao pedido para não ocorrer o que considera como "propaganda enganosa". Inicialmente, o governador do DF disse que apenas a sua palavra já tinha validade sobre a decisão. "Não tem como chegar ao Banco Central com a palavra do senhor", rebateu o parlamentar gaúcho.

O deputado do Democratas lembrou que outro depoente, o empresário Walter Paulo Santiago, assinou um pedido formulado pela CPI para também liberar seus sigilos, por conta própria.

Diante da insistência, Agnelo disse não ver "problema nenhum" em assinar o pedido. Ao subscrevê-lo, foi aplaudido por aliados. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), anunciou, sob protestos da oposição, que o sigilo de Agnelo foi aberto nos últimos cinco anos. Os oposicionistas argumentaram, sem sucesso, que a praxe na comissão era quebrar os sigilos nos últimos dez anos.

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