Agita São Paulo será a base da campanha da OMS

O programa Agita São Paulo será a base da campanha mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS) para comemorar, no domingo o Dia Mundial da Saúde. A decisão de tornar o programa paulista um movimento internacional segundo a diretora-geral da OMS, Gro Harlem Brundtland, foi tomada após a constatação de que a atividade física é uma das melhores formas de se prevenir doenças. A idéia da OMS é em 2002 promover atividades físicas em todo o mundo, o que contribuiria para a redução de doenças cardiovasculares, diabete, stress e obesidade. De acordo com estudos da organização, atividades físicas poderiam evitar a morte de 2 milhões de pessoas por ano."O movimento Agita Mundo deve fazer as pessoas entenderam que a melhor estratégia de longo prazo para evitar doenças é a prevenção", afirmou Brundtland, que primeira-ministra da Noruega na década de 90. A diretora, que estará nesta sexta-feira no Brasil para o lançamento da campanha Agita Mundo, explicou que sua visita ao País é um reconhecimento ao apoio que o governo, líderes sindicais e executivos do setor privado deram à iniciativa. Meia hora por diaSegundo a OMS, parte da culpa pela falta de atividades físicas é do próprio indivíduo e de seu estilo de vida. A recomendaçâo da organização é para que as pessoas caminhem, andem de bicicleta ou simplesmente dancem durante 30 minutos por dia para melhorar sua saúde. Mas a organização alerta que promover novos hábitos também é responsabilidade dos governos. Na avaliação da OMS, a poluição, a violência e a falta de parques nas grandes cidades acabam dificultando a prática de esportes. "O Agita não diz apenas aos indivíduos que se levantem de seus sofás e comecem a se mover. O programa indica que profissionais da área de saúde, professores e administradores devem dar prioridade às atividades físicas", disse Gro. A decisão de dar atenção às atividades físicas em 2002 foi criticada por alguns especialistas, para quem os países pobres sofrem de doenças mais graves do que a falta de esportes. Mas na avaliação da OMS, mesmo em regiões pobres do Planeta, parte das doenças poderiam ser evitadas se os hábitos da população fossem modificados, o que não custaria muito. "Em São Paulo, por exemplo, 70% da população é sedentária", diz um assessor da OMS. A organização espera que cada vez mais prefeituras tomem medidas como a da cidade de Bogotá, na Colômbia, que decidiu fechar suas principais avenidas durante os finais de semana para que a população possa praticar esportes nas ruas.

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