Agiram na calada da noite; devem ser punidos, diz Mercadante

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que o subprocurador-geral da República José Roberto Santoro e o procurador Marcelo Serra Azul e o delegado da Polícia Federal Giácomo Santoro, que participaram do encontro dele com o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, agiram "na calada da noite, numa atitude claramente clandestina", e devem ser punidos. Ele os acusou de terem atuado numa ação conspiratória e sustentou que, por isso, não podem exercer as funções que estão exercendo. "Esses servidores terão, também, uma punição exemplar", afirmou o líder do governo, em discurso da tribuna do Senado.Para Mercadante, trata-se de uma "conspiração contra a democracia e o Estado de direito". Ele pediu que se fizesse uma reflexão sobre a data de hoje, 31 de março (data do movimento militar de 31 de março de 1964) e observou que a democracia "é um compromisso com valores fundamentais". Mercadante levantou suspeitas sobre a atitude do subprocurador-geral e fez a defesa do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmando que ele prestou todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados ao Senado. Mercadante criticou a oposição por ela não compartilhar da mesma indignação do governoem relação ao episódio da fita divulgada ontem. A oposição continua insistindo na criação da CPI do caso Waldomiro.TV mostra fita em que subprocurador conversa com bicheiro sobre Waldomiro MP investigará subprocurador que conversou com bicheiro PSDB usa fita do subprocurador como argumento a mais para criar a CPI do caso Waldomiro CPI é luta política, diz o Professor Luizinho Ministro da Justiça reúne assessores para discutir o caso da fita Senador Tuma estranha atitude do subprocurador Lula diz que conversa do subprocurador é "fato muito grave" Para deputados tucanos, atitude do subprocurador é normal

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