Agentes treinados nos EUA vigiam fronteiras do Brasil

Um grupo de 16 agentes federais brasileiros treinados pelo governo americano para identificar, rastrear e interceptar terroristas foi deslocado há alguns dias para as fronteiras do País.O principal foco de atenção é a região de Foz do Iguaçu (PR), na qual os policiais investigam a existência de células da organização Al-Qaeda, do terrorista Osama bin Laden.Os policiais foram treinados durante um mês no estado do Novo México, nos Estados Unidos, e ensinarão o que aprenderam a outros grupos da PF instalados em Estados fronteiriços.Os policiais brasileiros receberam ensinamentos sobre conceitos de fronteira, análise de terreno e inteligência para desenvolvimento de um plano de interdição de fronteira e condução de operações de patrulha em áreas rurais.Todo o curso foi patrocinado pelo governo americano, que exigiu da PF apenas "alunos" experientes, com saúde perfeita e bom condicionamento físico, pois os exercícios de campo foram feitos a uma altitude superior a 1.400 metros, em áreas de deserto, com temperaturas altas durante o dia e frias à noite.Apenas 20% do curso foi ministrado em sala de aula e o governo americano está analisando a aplicação de um novo treinamento, no ano que vem, para uma outra turma de agentes brasileiros.Apesar de não ter descoberto ainda nenhum indício da existência de terroristas ligados à Al-Qaeda na tríplice fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina, fontes da Polícia Federal admitem que há uma investigação sendo conduzida há algumas semanas.A tática que a PF pretende usar é só pedir a prisão de suspeitos quando tiver a absoluta certeza de que há envolvimento da pessoa. "Não podemos prender alguém sem indícios fortes ou simplesmente por se tratar de um muçulmano", afirma um delegado federal envolvido nas investigações.As autoridades brasileiras ainda trabalham com seis nomes de pessoas suspeitas de envolvimento com a Al- Qaeda, mas ainda não encontraram informações precisas que levem a nenhuma ligação com Bin Laden.A maior parte dos investigados são aparentemente ligados a grupos libaneses, como o Hamas e o Hezbollah. "O que estamos investigando é o elo com esses dois movimentos, que são legalizados em seus países", diz a fonte.A PF confirmou também o reforço na fronteira com policiais deslocados do Sudeste e Sul do País.Leia o especial

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