Agentes da PF ameaçam membros da CPI, diz deputada

Membro da CPI dos Grampos, Marina Magessi denunciou que policiais ameaçaram abrir inquérito contra ela

Pedro Dantas, da Agência Estado,

23 de setembro de 2008 | 12h39

A deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) disse nesta terça-feira, 23, que integrantes da CPI dos Grampos da Câmara estão sendo ameaçados "por grupos da Polícia Federal". Membro da comissão, ela denunciou que policiais federais a ameaçaram com a abertura de inquérito baseado em escutas telefônicas antigas, que registraram diálogos entre a deputada e o policial civil Hélio Machado da Conceição, o Helinho, preso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção. Marina, que é policial civil licenciada , deu as declarações em depimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio.  Veja Também: Grampos: Entenda a crise Grampo atribuído à Abin gera disputa no governo, diz ItagibaCPI quer chamar Unicamp para fazer nova períciaMarina Magessi foi chamada à CPI das Milícias por ter sido citada por dois supostos milicianos como candidata que fazia campanha em áreas dominadas pelos grupos paramilitares. A deputada negou envolvimento com milicianos, mas disse que se preocupa muito mais com a presença do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na favela da Rocinha do que com a atuação das milícias no Rio. Marina teme uma possível aliança entre os traficantes e os sem-terra na favela. "O MST está politizando a Rocinha. O que mais me preocupa é que a Rocinha tem mais de dois mil fuzis e o MST, armado de foices e facões, já fez muito estrago", disse a parlamentar.

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