Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Advogado do Senado critica operação na casa de Fernando Collor

Alberto Cascaes diz que agentes arrombaram a porta da residência funcional do senador e se recusaram a apresentar o mandado de busca; ação Politéia faz parte da nova fase da Lava Jato

Dida Sampaio, Talita Fernandes, Fabio Fabrini e Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 10h57

Atualizado às 18h10

Brasília - O advogado-geral do Senado, Alberto Cascaes, criticou a ação de busca e apreensão da Polícia Federal na residência do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) alvo da Operação Politeia, nova fase da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. "Trouxeram o chaveiro, arrombaram a porta, pegaram o que queriam e foram embora sem dar satisfação", disse o advogado que representa a Casa Legislativa.

Para o advogado do Senado, a PF cometeu um erro pois tradicionalmente ações de busca em casas de parlamentares acontecem com participação da polícia legislativa.

Seis agentes da Polícia Federal deixaram o apartamento funcional ocupado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) por volta das 9h40 desta terça-feira levando um malote. Os agentes saíram depois de cumprirem um mandado de busca e apreensão no imóvel.

A ação no imóvel foi marcada por um bate-boca entre agentes da PF e integrantes da polícia legislativa. De acordo com Cascaes, a PF se recusou a apresentar o mandado de busca à polícia legislativa e não deixou ninguém entrar no apartamento.

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira 53 mandados de busca e apreensão envolvendo pelo menos três senadores, um deputado federal, além dos ex-ministros das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC). Também foram alvo das ações os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), além de Collor. O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), líder do PP na Câmara, também foi alvo das ações. Ad

A operação, batizada de Politeia, é a primeira deflagrada no âmbito dos inquéritos abertos em março no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposto envolvimento de políticos no esquema de desvios da Petrobras. As ações estão sendo realizadas em Brasília e em seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco.

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