Agente da PF é enterrado em Brasília ao som de sirenes

Secretário de Segurança Pública do DF afirma que investiga dois suspeitos pelo assassinato de Wilton Tapajós Macedo, morto a tiros; policial atuou em operação que prendeu Cachoeira

Vannildo Mendes, da Agência Estado

19 de julho de 2012 | 12h05

BRASÍLIA - Em clima de indignação, foi sepultado nesta quinta-feira, 19, em Brasília, o corpo do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo, assassinado a tiros na última terça, 17. Ele foi sepultado no mesmo local onde foi executado, junto ao túmulo dos pais. Mais de 500 pessoas acompanharam o cortejo. Entre elas muitos policiais trajando uniforme, seguidos por viaturas com sirenes ligadas. Wilton Macedo atuou na Operação Monte Carlo que prendeu o empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, informou que já está investiga dois suspeitos do crime. "Não adianta se esconderem. As polícias Civil e Militar estão mobilizadas, no esforço conjunto para esclarecer esse crime brutal e prender os assassinos", afirmou.

O delegado Matheus Mella, encarregado da operação Monte Carlo, apresentou solidariedade à família e afirmou que não vai medir esforços para localizar os assassinos. "A PF perde um grande servidor, mas não se intimida com esse tipo de violência nem arrefecerá a luta contra o crime", afirmou o delegado.

A Polícia tem certeza de que Tapajós foi executado, mas não tem ainda os motivos: se por causa de sua participação na Operação Monte Carlo ou em outras investigações de risco das quais ele participou, como por exemplo no combate à pedofilia e ao narcotráfico. Também não estão descartadas motivações pessoais, vingança ou queima de arquivo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.