AGENDA POLÍTICA-Lula vai ao Japão para G8 e visita mais 3 países

O presidente Luiz Inácio Lula daSilva chega nesta terça-feira ao Japão, onde participa dereunião do G8 e do G5. A alta dos preços dos alimentos será oprincipal item da pauta dos líderes, assim como sua relação comos recordes nas cotações do petróleo. Para o Japão, anfitrião do evento que será realizado nacidade de Sapporo, o eixo das discussões são as mudançasclimáticas. Lula, que também deve defender os biocombustíveis dascríticas internacionais, participa como convidado no encontrodo G8, formado pelos países mais industrializados do mundo(Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e osEstados Unidos, além da Rússia). Do G5, composto pelo paísesemergentes, o Brasil é integrante junto com África do Sul,China, Índia e México. Depois do Japão, onde permanece entre terça e quarta-feira,Lula irá ao Vietnã, nos dias 9 e 10; ao Timor Leste, no dia 11,e à Indonésia, nos dias 11 e 12. Em todas as visitas, procuraráampliar as relações comerciais com os países asiáticos. No Congresso, que continua em ritmo lento às vésperas dorecesso parlamentar e das eleições municipais, é esperada avotação em sessão conjunta da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LDO) de 2009. A LDO, que traz as indicações para a confecçãodo Orçamento da União, tem que ser votada até dia 18, quandocomeça o recesso. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado estáprevista para terça-feira a votação de projeto que impedepolíticos acusados de crimes graves de concorrer em eleições.São propostas que alteram a Lei das Inelegibilidades (LeiComplementar 64/90). O presidente do Senado, Garibaldi Alves(PMDB-RN) prevê a votação do texto pelo plenário já no diaseguinte, quarta-feira. Pelo texto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a leitornaria inelegíveis as pessoas que forem condenadascriminalmente, em primeira ou única instância, pela prática decrimes eleitorais e de exploração sexual de crianças eadolescentes. Inclui ainda os condenados por crimes contra o patrimônio,a economia popular, a ordem econômica e tributária, o mercadofinanceiro, a lavagem de dinheiro, a administração pública, etambém por crimes hediondos. A inelegibilidade perduraria desdea condenação até quatro anos após o cumprimento da pena. No Conselho de Ética da Câmara, está previsto paraterça-feira o depoimento do deputado Paulo Pereira da Silva(PDT-SP), o Paulinho, acusado de envolvimento em esquema dedesvio de verbas do BNDES. (Reportagem de Carmen Munari; Edição de Eduardo Simões)

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