AGENDA POLÍTICA-Lula vai a Cuba,na volta chama Lobão para equipe

O presidente Luiz Inácio Lula daSilva participa nesta segunda-feira da posse do novo presidenteda Guatemala, Álvaro Colón, e na terça-feira visita Cuba com aexpectativa de se encontrar com o líder Fidel Castro. Na volta,deve anunciar o nome do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para oministério. O encontro com Fidel depende, formalmente, de aval médico,uma vez que o cubano está afastado do poder há um ano e meio,após ser submetido a uma cirurgia no intestino. Seu estado desaúde é mantido em sigilo pelas autoridades cubanas. Está programada uma entrevista de Lula no programa MesaRedonda, da TV estatal cubana, que vai ao ar na terça-feira emtorno das 18h, como informou uma fonte do Itamaraty. No encontro com Raúl Castro, que substitui Fidel no comandodo país, Lula assinará acordos de cooperação. Um dos maisimportantes envolve investimentos da Petrobras e está previstoo anúncio da construção de uma fábrica de lubrificantes no paíse a exploração de petróleo no Golfo do México em conjunto entrea estatal brasileira e a cubana, a Cupet. A validação dos diplomas cubanos de medicina pelo Brasiltambém fará parte dos acertos e, como na primeira viagem comopresidente em 2003, Lula encontrará os estudantes brasileirosna ilha para comunicar o acordo. Acompanham Lula na viagem a Cuba os ministros das RelaçõesExteriores, da Saúde, Educação e Desenvolvimento, além dopresidente da Petrobras. LOBÃO Assim que retornar da viagem, na quarta-feira, Lula deveconvidar formalmente o senador Edison Lobão (PMDB-MA), afilhadopolítico do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), para assumir oministério de Minas e Energia. O nome de Lobão foi submetido pelo PMDB ao presidente e,segundo líderes do partido, Lula deu o aval para que ele seintegre ao ministério. A pasta é comandada interinamente por Nelson Hubner desdemaio do ano passado, depois da saída de Silas Rondeau (PMDB)por suspeita de envolvimento na Operação Navalha, escândalo decorrupção envolvendo a construtora Gautama. Outras nomeações de aliados, para o segundo escalão, tambémtêm promessa de agilização nos próximos dias. CORTES Os cortes no orçamento deste ano são outro tema que devecontinuar sob a mira das negociações entre governo e aliados.Com o término da CPMF, além de aumentar o IOF (Imposto sobreOperações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre oLucro Líquido), o governo necessita reduzir gastos einvestimentos em um valor estimado em 20 bilhões de reais nesteano. A receita da contribuição estava prevista em 38 bilhões dereais. Além de cortes na máquina estatal, emendas dosparlamentares ao Orçamento também entrarão nesta conta. Ospartidos aliados se mostraram dispostos a aceitar uma reduçãode 50 por cento nos recursos para as emendas de bancadas, o querepresentaria um corte de cerca de 6 bilhões de reais. Emendasde comissões poderão ser cortadas em 2 bilhões de reais. Também continua no Congresso a repercussão da possívelrecriação da CPMF pelos partidos aliados ao governo, comreceitas voltadas exclusivamente para a saúde. (Edição de Mair Pena Neto)

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