Agenda paralela é promessa das primeiras-damas

Evento inclui esposas pela primeira vez

Eugênia Lopes, O Estadao de S.Paulo

10 de fevereiro de 2009 | 00h00

Convidadas pela primeira vez para o encontro de prefeitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as primeiras-damas municipais desembarcaram ontem em Brasília animadas e determinadas a cumprir uma agenda de compromissos paralela à de seus maridos."É a primeira vez que venho a Brasília e quero ter conhecimento dos projetos para a área social dos municípios", disse Vilma Masieiro, mulher de José Isaias, do PSB, prefeito de Pirapetinga, em Minas Gerais. Vilma é secretária de Assistência Social da cidade de 10,6 mil habitantes no sudeste mineiro. "É a segunda vez que venho a Brasília, mas é a primeira que vou ao encontro", emendou Vincencia Silva, mulher de Valtenir, do PMDB, prefeito de Santa Fé do Araguaia, no Tocantins. A maioria dos prefeitos que chegou ontem a Brasília preferiu, no entanto, deixar as mulheres em casa. O custo de toda a viagem para o encontro com o presidente Lula é bancado pelas administrações municipais. "Minha esposa é funcionária pública e, por isso, não pôde vir", explicou Wilson Berger Costa, prefeito de Afonso Claudio, no Espírito Santo. "Além disso, não ficou claro que o convite era extensivo às mulheres", disse. "Se eu soubesse que poderia trazer a esposa tinha trazido a minha. A gente completa hoje (ontem) 35 anos de casados", lamentou Odael Spadato, prefeito de Conceição do Castelo, que chegou no mesmo voo com outros cinco prefeitos, também do Espírito Santo. Um dos grupos mais animados veio de Rondônia. Acompanhado de sua secretária de Fazenda, Selma Regina, e da chefe de gabinete, Karina Tavares, o prefeito de Buritis (PR), Elson Montes, não escondia a expectativa de conseguir recursos para seu município. A cidade, de 60 mil habitantes, foi a que mais cresceu no País, segundo ele, apesar de não ter saneamento básico. "Não temos um palmo de água tratada", disse.Outro que desembarcou em Brasília desacompanhado foi Zeca Dirceu, prefeito de Cruzeiro D?Oeste, no Paraná, e filho do ex-ministro José Dirceu. "Não temos nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas o meu município passará a receber 100% do valor do Imposto Territorial Rural (ITR)", contou o petista.O governo federal e o governo do Distrito Federal montaram um infraestrutura para receber os prefeitos em Brasília. Por exemplo, a Presidência da República pôs a disposição dos prefeitos quatro ônibus no aeroporto.

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