Agenda interna faz Dilma a cancelar viagem internacional

Preocupada em construir uma agenda positiva para o governo, destravar um novo pacote de concessões e assegurar a aprovação do ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff não deve mais viajar para Itália e Rússia na semana que vem. Nessa missão, ela iria participar de comemorações alusivas aos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

/ BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2015 | 02h06

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, a prioridade do Planalto é a agenda interna.

Apesar da sinalização inicial de ir a Pistóia (Itália) e Moscou (Rússia), o governo não chegou a mandar uma equipe precursora para fazer um reconhecimento da área e preparar in loco uma eventual visita de Dilma.

Na Itália, Dilma se encontraria com o primeiro-ministro Matteo Renzi e visitaria o cemitério de Pistoia. Ela também visitaria a ExpoMilão.

Trabalho. Hoje Dilma deve gravar pelo menos um vídeo para publicação nas redes sociais por causa das comemorações do Dia do Trabalho, amanhã. Pela primeira vez desde que assumiu a Presidência, Dilma não fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para celebrar a data.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência pretende mobilizar todas as redes sociais - Twitter, Facebook e WhatsApp - para disseminar o conteúdo e se aproximar do público jovem, mais conectado à internet. "Será tudo junto, ao mesmo tempo", comentou o ministro Edinho Silva. Segundo Edinho, o vídeo para o Dia do Trabalho será gravado em um formato específico para as redes sociais, com duração mais curta. O Planalto estuda divulgar ao longo do 1º de maio outros vídeos da presidente com diferentes temáticas envolvendo a data comemorativa.

Na comemoração do Dia do trabalho, a presidente apareceu em rede nacional em 2011, 2012, 2013 e 2014. No ano passado, Dilma anunciou a correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda e um reajuste de 10% no Bolsa Família. Na última vez que usou a cadeia de rádio e TV, Dilma foi alvo de panelaços em diversas cidades do País. O episódio precedeu as manifestações de rua no dia 15 de março./ RAFAEL MORAES MOURA e T.M.

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