Agenda industrial não depende do Parlamento, diz Chinaglia

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou nesta terça-feira, 27, que os pontos considerados prioritários na agenda legislativa da indústria, como por exemplo a reforma tributária, não podem ser resolvidos somente pelo Parlamento. Segundo ele, há anos que a reforma tributária tem dificuldades de ser aprovada porque esbarra em divergências entre as várias regiões do País, que têm diferentes posições empresariais. Chinaglia discursou na solenidade de lançamento da Agenda Legislativa da Indústria. "Para aprovar a reforma tributária, é preciso colocar, acima de tudo, os interesses maiores do País, para que as divergências sejam resolvidas", argumentou.Afirmando que não há tema proibido para o Parlamento, o presidente da Câmara referendou a posição da indústria sobre a necessidade de se fazer uma reforma trabalhista, mas destacou que ela precisa ser conjugada com a reforma sindical, tema que para ele é fundamental na luta contra a concentração de renda no País. Chinaglia afirmou ainda que a realização da reforma da Previdência também envolve conflitos de interesses que precisam ser arbitrados pelo Congresso. Mas ressaltou que esse assunto não é exclusivo do Brasil, mas está presente em diversos países por conta da crescente expectativa de vida. "Trata-se de um tema universal e permanente", afirmou.Ainda sobre desafios que não estão presentes apenas no Brasil, Chinaglia apontou a questão da Saúde. Ele lembrou que no SUS há problemas, mas ponderou que nos Estados Unidos sequer há um sistema universal de atendimento, o que leva milhões de pessoas a não ter acesso mínimo ao atendimento da Saúde.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.