Agência alemã diz que Cuba ameaçou família de boxeadores

Arena Box Promotion cobra uma explicação do governo brasileiro sobre deportação de cubanos

Jamil Chade, do Estadão,

10 de agosto de 2007 | 13h18

A Arena Box Promotion, agência alemã que teria tentado levar os atletas cubanos do Brasil para atuar na Europa, cobra uma explicação do governo brasileiro e acusa Havana de ter atacado as famílias dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os atletas desertaram da delegação de seu país durante estada no Rio de Janeiro, para os Jogos Pan-Americanos.  Leia a reportagem completa na edição de sábado, 11, do Estado de S. Paulo.  Veja também:   Você aprova a conduta do governo no caso dos atletas cubanos? Cronologia do caso dos boxeadores cubanosCubanos foram repatriados, não deportados, diz secretário de Justiça Boxeadores cubanos dizem que PF tentou convencê-los a ficarLeia íntegra do artigo de Fidel sobre os boxeadores no GranmaFidel Castro estuda ação drástica após deserção de pugilistasTarso será convidado a explicar caso dos boxeadores cubanos  Em declarações ao Estado, o porta-voz da agência de lutadores na Alemanha, Malte Muller-Michaelis, alega que os atletas foram informados que suas famílias foram ameaçadas por Havana ainda quando estavam no Rio de Janeiro. A história contada por Rigondeaux e Lara era outra: a agência alemã os teria embriagado e os forçaram a assinar um acordo. Por isso, pediram ajuda à Polícia Federal. "Os passaportes de alguns membros da família dos atletas foram levados, os carros foram tirados de seu poder e ainda alguns chegaram a ficar algumas horas detidos. Ao ouvirem isso, os atletas mudaram de idéia e decidiram voltar a Cuba. Mas sabiam que suas carreiras estavam acabadas. Nunca mais os dois serão boxeadores", disse o porta-voz.  "O público precisa saber o que ocorreu e que eles já haviam assinado um contrato em 2004, durante os Jogos Olímpicos de Atenas, de que usariam a primeira oportunidade que teriam para escapar. E isso finalmente surgiu no Rio", explicou. Os cubanos deixaram a Vila Olímpica e nos ligaram. Estávamos preparados a ajudá-los, disse.

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