Agaciel nomeava à revelia da casa, diz Demóstenes

A revelação pelo Estado de que cerca de quatro dezenas de senadores chancelaram os atos secretos com suas assinaturas ou foram beneficiados pelos boletins agitou ontem o plenário. De acordo com os senadores, o ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia teria aproveitado os boletins sigilosos para infiltrar assessores nos gabinetes sem conhecimento dos parlamentares. Da tribuna, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) anunciou que pedirá para a Polícia Federal (PF) entrar no caso.

AE, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 07h19

A reportagem identificou os nomes de ao menos 42 senadores e 27 ex-parlamentares entre os 663 atos não publicados desde 1995. Em 2007, Agaciel nomeou Lia Raquel Vaz de Souza para trabalhar no gabinete do senador, transferindo-a depois para o do petista Delcídio Amaral (MS). Lia é filha de Valdeque Vaz de Souza, braço direito de Agaciel no Senado.

?Os culpados de tudo isso somos nós mesmos, que aceitamos que esse delinquente ficasse por tanto tempo à frente da Diretoria-Geral?, afirmou Demóstenes. Uma declaração do então diretor-geral - exonerado ontem - José Alexandre Gazineo afirma que o parlamentar jamais pediu a nomeação de Lia.

Demóstenes assumiu, porém, a nomeação secreta de um outro funcionário poderoso da Casa. Abrigou no gabinete um filho de João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos. O nome de Marcelo Zoghbi aparece na lista de atos secretos. Ele foi exonerado no ano passado em meio ao cumprimento da decisão antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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