Africana acusa indústria por aumento de mortes por aids

A vice-presidente do Congresso de Sindicatos Sul-africanos (Cosatu), Joyce Phekane, responsabilizou a indústria farmacêutica pela alta incidência de morte por aids no continente africano, neste domingo, em conferência no Fórum Social Mundial. "A doença aumenta não porque não controlamos, mas porque não temos acesso a tratamento", declarou. Joyce afirmou que o governo sul-africano tentou comprar medicamentos a preços mais baratos e foi processado pela Associação de Empresas Farmacêuticas. Segundo a sindicalista, a maioria dos atingidos pela epidemia é de jovens e mulheres, entre os 4 milhões de sul-africanos contaminados, que não têm acesso também aos remédios para doenças oportunistas. A vice-pesidente do Cosatu disse ainda que a entidade rejeita a política macro-econômica do governo sul-africano e defendeu o ex-presidente Nelson Mandela, negando que ele esteja "aposentado", como alguns o acusam no país, e garantindo que o líder sul-africano continua lutando contra o apartheid.

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