Dida Sampaio/AE
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Afif toma posse e diz que secretaria não tem 'bandeira partidária'

Também vice-governador de SP, titular da Micro e Pequena Empresa defende criação do 39º ministério de Dilma e destaca temática 'nacional' da pasta

O Estado de S.Paulo - ampliado às 11h31

09 de maio de 2013 | 11h09

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, tomou posse na manhã desta quinta-feira, 9. Em seu discurso, o também vice-governador de São Paulo, defendeu a criação do 39º ministério e disse que a pasta não tem "bandeira partidária".

 

"[A questão da micro e pequena empresa] Não é bandeira partidária, é bandeira nacional", declarou. A ligação do agora ministro com o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) causou desconforto entre petistas e tucanos. Afif, no entanto, classificou como "polêmica política" a questão de acumular a vice-governadoria e o ministério e afirmou que está descartada a hipótese de deixar o cargo paulista.

 

Na cerimônia de posse, o ministro destacou o fato de a pasta ser "enxuta" e ter estrutura modesta. A secretaria terá gasto anual de R$ 7,9 milhões aos cofres públicos e, além dos cargos de ministro e secretário-executivo, terá outros 66 em comissão. Antigo crítico do excesso de ministérios, Afif defendeu a nova pasta. "Todos nós criticamos [o excesso de ministérios], gostaríamos que fosse mais enxuto. Mas esse [ministério] não pode ser criticado. Esse não é ministério de execuções, é ministério de integração, de articulação."

 

A presidente Dilma Rousseff, presente no evento, afirmou que a secretária tem papel social e econômico relevante e relembrou a trajetória de Afif, ligada ao setor empresarial. "A posse de Afif traz a pessoa certa para o lugar certo."

 

Base aliada. A ida de Afif para Brasília cimenta a aliança com o PSD. Nessa quarta, 8, o  ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comemorou a nomeação do vice-governador. "O partido que ele representa, vindo apoiar nosso governo, ampliando nossa base, é importante", disse.

 

Afif, no entanto, se define como ministro da cota pessoal da presidente e afirmou que, apesar de seu partido ter uma tendência de apoio a Dilma, a aliança não se estenderia a São Paulo, onde teria candidatura própria com o ex-prefeito Gilberto Kassab, que repete esse discurso quando questionado sobre o apoio da sigla.

 

Dupla militância. A situação híbrida de Afif será analisada pela Comissão de Ética Pública da Presidência em reunião do colegiado marcada para o dia 20. Resolução da comissão pode questionar Afif pela  simultaneidade de atribuições entre o governo federal e o de São Paulo, já que o texto explica que o conflito de interesses "independe do recebimento de qualquer retribuição pela autoridade".

 

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