Afif minimiza pressão do DEM contra criação do PSD

Vice-governador de SP disse que a sigla já tem 'número suficiente' de assinaturas para registro

Gustavo Uribe, Agência Estado

15 de junho de 2011 | 17h03

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse nesta quarta-feira, 15, não estar preocupado com a ameaça de partidos, como DEM e PTB, de ingressarem na Justiça Eleitoral contra a criação do Partido Social Democrático (PSD), sigla da qual é um dos fundadores após anunciar sua saída do DEM. Em evento, na capital paulista, ele avaliou que a nova legenda surpreendeu pelas adesões e ressaltou que será difícil impugnar a sua formação.

"A preocupação é deles, não é nossa. Ou seja, é normal, natural, porque a presença do novo partido surpreendeu, surpreendeu pela adesão. Então se busca de todas as formas dificultar, mas vai ser difícil", afirmou, após participar de cerimônia para a assinatura de convênios para a construção de unidades habitacionais.

O vice-governador informou que o PSD já tem um "número suficiente" de assinaturas para pedir o registro da nova sigla à Justiça Eleitoral. A sigla precisa coletar um total de 482 mil assinaturas. "Agora é preciso ter um número bem maior, para exatamente suprir aquelas que possam não ser aceitas pela Justiça", disse.

Segundo ele, as assinaturas devem ser entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda quinzena de julho, uma vez que, para concorrer em 2012, o PSD precisa obter o registro até o mês de outubro, um ano antes da disputa. O vice-governador defendeu ainda a fiscalização das assinaturas pela Justiça Eleitoral, que, segundo ele, tem de checar se elas correspondem aos eleitores.

Em Santa Catarina, a Justiça Eleitoral pediu esta semana que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito após indícios de fraude na coleta de assinaturas para a criação do PSD. Os advogados do DEM foram orientados também a fazer denúncias aos Ministérios Públicos Eleitorais sobre quaisquer indícios de irregularidades na coleta das assinaturas. "A Justiça Eleitoral tem por obrigação fazer a checagem para saber se corresponde àquele eleitor. É trabalhoso, são cerca de 500 mil assinaturas, que têm de ser conferidas uma por uma", defendeu Afif.

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