Afastamento de Sarney não está em análise, diz assessoria

Segundo equipe, Sarney não está sendo pressionado por seus familiares, para tomar qualquer decisão

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo,

30 de junho de 2009 | 18h49

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta terça-feira, 30, por meio de sua assessoria de imprensa, que a questão de um afastamento do cargo não está em análise. A assessoria disse que Sarney não está sendo pressionado por ninguém, nem por seus familiares, para tomar qualquer decisão.

 

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Segundo fontes, a decisão pelo afastamento do presidente do Senado, José Sarney, estaria se consolidando entre seus familiares. A família avalia que o afastamento deve ser considerado como um fato consumado pelo próprio Sarney. Segundo fontes, Roseana Sarney teria se manifestado em defesa do afastamento do pai do comando do Senado e isso seria o indicativo de que a decisão já foi tomada. O coro para que Sarney se afaste ganhou mais força após nova reportagem do Estado revelar que o neto do senador agenciava contratos de crédito consignado na Casa.

 

O PSDB se juntou ao DEM e pediu o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. O líder tucano Arthur Virgílio (AM) foi a plenário anunciar a posição da bancada do partido. O afastamento seria temporário até a conclusão das investigações de irregularidades na Casa, reveladas em reportagens do Estado. Com isso, cresce a pressão pela saída do peemedebista. O PDT, que ainda nesta terça-feira deve formalizar posição pelo afastamento, e o PSOL, que já recorreu ao Conselho de Ética contra o presidente da Casa, mostram Sarney a caminho do isolamento.

 

A crise no Senado teve início após denúncias de irregularidades promovidas por atos secretos usados para criar cargos, nomear parentes e amigos e aumentar salários, revelados pelo Estado

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