Aeroportuários decidem entrar em greve a partir do dia 15

Categoria quer reajuste de 6%, mais o acréscimo de 5,32%, percentual referente ao crescimento do setor aéreo

EFE

05 de julho de 2008 | 05h46

Em assembléias que vêm ocorrendo desde o último dia 02 nos aeroportos brasileiros, os cerca de 10.500 aeroportuários do País decidiram entrar em greve nacional a partir dos próximo dia 15.   A decisão final sobre a paralisação saiu de uma assembléia ocorrida nesta sexta-feira na sede da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), em Brasília(DF).   Segundo a categoria, foi sugerida pela Infraero na renovação do acordo coletivo a retirada de alguns benefícios, como o pagamento de promoções e do bônus de Natal aos funcionários; e também a diminuição do percentual pago pela hora extra.   Os aeroportuários são responsáveis por serviços como operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, pela fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, pelo controle do movimento de aeronaves na pista e pela liberação e manobra de cargas.   Na assembléia realizada na sexta-feira em Brasília, vários funcionários que trabalhavam no pátio chegaram a abandonar seus postos para votar, mas teria ocorrido atrasos em vôos porque outros funcionários que fazem parte de um "plano de contingente", assumiram os postos dos colegas.   Os atrasos ocorridos nos vôos foram creditados ao fechamento do aeroporto de Porto Alegre, devido a condições climáticas impróprias.   De acordo com o presidente do Sina, Francisco Luiz Xavier de Lemos, a proposta de reajuste de 5,04% é insuficiente para a categoria. Os aeroportuários querem um reajuste de 6%, mais o acréscimo de 5,32%, percentual referente ao crescimento do setor aéreo. O presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, afirmou que as negociações não estão concluídas e que "a empresa trabalha para se chegar a um consenso geral".

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