Aeroportos brasileiros são inseguros, dizem aeronautas

A segurança em aeroportos brasileiros - por onde circulam anualmente 35 milhões de pessoas - é ineficiente, afirma a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio. A sindicalista critica a Infraero, empresa que administra os principais aeroportos do País, e o Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão da Aeronáutica, pela suposta insegurança. Como exemplo, ela conta que circulou pelos principais aeroportos do Brasil com um canivete na bolsa, durante um mês. E sem ser incomodada."Há muitos anos, reivindicamos à Infraero e ao DAC que intensifiquem a fiscalização em aeroportos, não só no embarque de passageiros, mas também de bagagem e em áreas de serviço. Temos assistido constantemente a assaltos em aeroportos. É preciso uma fiscalização mais eficiente", diz Baggio. Desde os atentados nos EUA, o DAC fez pedido à Polícia Federal e à Receita Federal para que reforcem a segurança em aeroportos. No primeiro semestre houve 1,3 milhão de operações de pousos e decolagens, sem registro de incidentes que colocassem em risco a vida de passageiros ou tripulantes. A exceção foi o assalto a um avião da Vasp, no Paraná.Outro ponto criticado pelo sindicato dos aeronautas é a falta de aparelhos de raio-x para bagagens que seguem separadas de seus donos. De acordo com Graziella Baggio, apenas os aeroportos internacionais do Rio, São Paulo e Recife fazem uso do recurso, em aviões que vão para os EUA. Ela aponta também a terceirização como causa das "falhas" em serviços da Infraero. O DAC informou que é obrigatória a instalação desse equipamento em todos os aeroportos, mas não divulgou em quantos deles a determinação é cumprida.

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