Aeronáutica não confirma gastos para receber Dilma

O hotel de trânsito da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, foi adaptado para receber a presidente Dilma Roussef. A Aeronáutica não informou quanto foi gasto especificamente com estas obras de adaptação, mas rebate a informação de que teriam sido gastos R$ 8 milhões, conforme noticiou a imprensa local.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

06 de março de 2011 | 17h14

A Aeronáutica diz que foram gastos "R$ 7,9 milhões, correspondentes a todo o volume de empenhos emitidos pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em 2010, de acordo com dados disponíveis no SIAFI". Acrescenta ainda que "este valor refere-se às despesas de custeio administrativo de todas as atividades do CLBI em 2010, dentre os quais R$ 2,36 milhões de investimentos realizados para atender às demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como o lançamento do foguete Improved Orion, previsto para ocorrer em abril deste ano".

Por fim, a Aeronáutica explica que "as melhorias envolvem a reforma do lançador principal, ampliação da casamata, além de construções como o prédio de montagem de motores e um laboratório para experimentos científicos". A Aeronáutica, porém, não detalha o valor da obra para receber a presidente, que incluiria a transformação de dois quartos em um, mais amplo, e algumas outras modificações.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é um local turístico e normalmente é aberto ao público. Mas, por causa da visita da presidente Dilma Rousseff as visitas estão proibidas. Muitos turistas vão ao local tirar fotos com os foguetes da entrada e são informados da proibição de visitas. Muitos deles nem sabem que a presidente está ali descansando.

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