Aeronáutica desata ´queda-de-braço´ e ´piora crise´, diz Clarín

A Aeronáutica partiu para uma "queda-de-braço" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e "piorou a crise" do setor aéreo. Assim o jornal argentino Clarín desta terça-feira, 3, reporta os últimos capítulos da crise que afeta o setor aéreo no Brasil. A reportagem se refere ao fato de a Aeronáutica ter aberto, a pedido do Ministério Público Militar (MPM), uma investigação para descobrir e punir os organizadores da greve de controladores aéreos, na sexta-feira.A decisão vai contra a promessa de Lula de não condenar 50 líderes do movimento da categoria, que cruzou os braços na semana passada e que permanecerá em "estado de greve" pelas próximas duas semanas."Não deixa de ser sugestivo que os militares, em consonância com a oposição política brasileira (do PSDB e do ex-PFL) tenham cobrado com insistência a aplicação de medidas disciplinares contra os grevistas", destacou o Clarín."Ao sublinhar essa questão, esquecem que os problemas de vigilância na malha aérea nacional começaram há tempos." O jornal diz que a Aeronáutica está demonstrando "intransigência" no caso. "Ao tornar pública sua causa contra os controladores, o MPM contribuiu para piorar a crise; talvez seja isso que se procura."Julgamento político Em tom mais noticioso, o La Nación lembra que a querela pode levar à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para avaliar a atuação do governo diante da crise do setor aéreo.Para o Página 12, a Aeronáutica "ameaça iniciar um julgamento político de Lula", mesmo depois que o presidente criticou de "irresponsável" o movimento grevista.O jornal afirma que "a Força Aérea Brasileira também está incomodada porque o governo prometeu desmilitarizar todo o setor do tráfico aéreo"."A cúpula sustenta que esta mudança significaria uma perda de poder e recursos que afetaria ainda mais a delicada situação orçamentária da instituição."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.