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Aecistas rebatem tese de ''candidato natural'' no PSDB

Entrevista em que Bornhausen defendeu postulação de Serra para 2010 irritou aliados do governador mineiro

Christiane Samarco, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

A defesa da "candidatura natural" do governador paulista José Serra (PSDB) à Presidência, feita publicamente pelo conselheiro político do DEM e ex-presidente da legenda Jorge Bornhausen, em entrevista ao Estado, irritou os aliados do governador mineiro e também pré-candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves. O PSDB de Minas não abre mão das prévias para escolher o candidato ao Planalto e até o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), não hesita em contestar Bornhausen."Candidato natural não existe. O que existe é o candidato escolhido pelo partido", diz Castro, integrante da direção nacional tucana. "Candidato natural é o que sair das prévias", emenda o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), recomendando cuidado na condução do processo, para que não haja racha partidário.Essa cautela os aecistas de Minas Gerais estão tendo. Diferentemente de Bornhausen, que fez questão de alardear que Serra, e não Aécio, tem o melhor perfil para comandar o País na crise, os aliados do governador mineiro dizem que ambos são excelentes. "Se ficarmos rachados entre serristas e aecistas é um mau começo. Sou Aécio, mas não faço restrição ao Serra", afirma o primeiro-secretário da Câmara, Rafael Guerra (PSDB-MG). IMPESSOALO presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), tratou ontem de amenizar o impacto da entrevista de Bornhausen. Ele disse ontem, após encontro com Aécio em Belo Horizonte, que o partido é "impessoal" e não deve interferir no processo de definição da escolha do candidato do PSDB. Para Maia, Bornhausen manifestou uma opinião pessoal. "Não vou ficar aqui analisando a entrevista dele, foi ele que me fez presidente do partido. Ele diz uma coisa que já vem dizendo há muitos meses. Não é novidade ele apoiar o governador Serra. E é um direito, é democrático", argumentou. Aécio, que durante a semana cobrou a isenção dos partidos aliados no processo de escolha do presidenciável tucano, não quis comentar a declaração de Bornhausen. "Respeito muito o senador Bornhausen e eu não trato de questões internas de outro partido."Após o encontro com o governador, do qual participaram deputados da bancada mineira do DEM, Maia disse que esteve em Belo Horizonte para começar a construir os palanques estaduais do partido. Para ele, 2010 será "uma eleição dificílima". COLABOROU EDUARDO KATTAHFRASESRodrigo de CastroSecretário-geral do PSDB"O que existe é o candidato escolhido pelo partido"Eduardo BarbosaDeputado (PSDB-MG)"Candidato natural é o que sair das prévias"

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