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Aécio vê ‘nervosismo’ da presidente após queda em pesquisas

Em resposta à fala de Dilma, que acusou oposição de ‘leviandade’, tucano diz que o País espera dela ‘serenidade’

João Domingos, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2013 | 20h58

BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), atribuiu à queda nas pesquisas de intenção de votos divulgadas nos últimos dias "o nervosismo" da presidente Dilma Rousseff exibido nesta quarta-feira, 12, no Planalto. Aécio é pré-candidato à Presidência da República no ano que vem.

No lançamento de um programa para beneficiar quem adquire imóveis do projeto Minha Casa, Minha Vida, a presidente acusou indiretamente a oposição de "leviandade política" por ter afirmado no início do ano que o País teria uma crise energética e por insistir que a inflação está fora de controle.

"A presidente não se deve deixar impactar tanto apenas por uma queda nas pesquisas eleitorais. Faz parte do processo político. Acho que isso não deve afetar o humor da presidente, porque as pesquisas oscilam", afirmou Aécio. "O que o Brasil espera é serenidade e firmeza para fazer, infelizmente, o que não foi feito até aqui: planejar o Brasil. O enfrentamento dos problemas que ocorrem no Brasil é de responsabilidade da presidente." Para o tucano, "o pior dos caminhos" é não fazer o diagnóstico correto, porque leva a decisões equivocadas.

Lembrado de que a presidente não só havia responsabilizado a oposição por fazer o discurso que, na opinião dela, não é contrário ao governo, mas ao Brasil, Aécio respondeu: "É preciso então que ela explique às famílias brasileiras que tiveram um aumento de 14% na inflação de alimentos nos últimos 12 meses que isso foi apenas um crescimento virtual. Ou que explique as contas públicas brasileiras aos organismos internacionais, (explique) às agências de risco internacionais que não está havendo uma deterioração rápida das contas públicas."

Réplica. Retomando a menção da presidente à figura do Velho do Restelo, o senador petista Humberto Costa (PE) foi à tribuna e chamou a oposição de "terroristas da economia", por proclamar que nada dará certo.

Coube ao líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), responder a Dilma e a Costa. "Quem dera a presidente Dilma fosse Vasco da Gama, que era um homem ousado, um homem audaz, um homem que ousou enfrentar uma navegação ‘por mares nunca dantes navegados’ - na expressão de Camões -, sem contar com os instrumentos modernos que permitem orientar a navegação", afirmou Aloysio.

O tucano emendou: "A presidente Dilma, infelizmente, está longe de ter as qualidades de um comandante". "Ela se contenta com uma navegação de cabotagem: vai de um ponto a outro na costa; às vezes se aventura a uma ilha e, muitas vezes, passa de raspão pelos recifes que bordejam o litoral."

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