Aécio vê 'fragilidade' no texto da reforma tributária

Governador de Minas criticou o governo federal por mostrar disposição de discutir essa questão somente agora

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

01 de dezembro de 2008 | 16h01

O governador de Minas Gerais,  Aécio Neves (PSDB), disse nesta segunda-feira, 1,  em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, ver ainda "fragilidade" no texto da reforma tributária apresentado pelo relator do projeto, deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), mas acredita que "com algumas correções" é possível votá-lo ainda este ano. No entanto, criticou o governo federal por mostrar disposição de discutir essa questão somente agora. "Gostaria de ter visto a disposição que o governo demonstra agora no início do governo do presidente (Luiz Inácio Lula da Silva)", afirmou, após participar do Encontro de Empreendedores Rurais do Paraná. A correção pedida pelo governador mineiro refere-se particularmente aos fundos que vão ressarcir as perdas dos Estados. "Vejo fragilidade no texto não apenas em relação ao volume de recursos garantidos para esse fundo, mas em especial o seu indexador, a sua correção", salientou. "Acho que sanado esse problema central e alguns outros periféricos, a proposta tem alguma chance de ser votada." Aécio reivindicou sua experiência como ex-presidente da Câmara dos Deputados para acentuar que reformas constitucionais precisam ser apresentadas em início de governo. "Você não aprova, no Brasil, uma reforma constitucional, seja tributária, previdenciária ou mesmo política, sem ação muito forte, muito vigorosa, do Poder Executivo", disse.   Troca de partido   O governador descartou a possibilidade de mudar de partido para viabilizar com mais facilidade sua candidatura à Presidência da República em 2010. A insistência para que ele vá para o PMDB tem sido externada principalmente pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, para quem o PSDB já tem candidato definido: o governador de São Paulo, José Serra. Ele esteve no Paraná para dar uma palestra a agricultores.   Neves considerou o convite uma "gentileza" dos peemedebistas, visto que militou nesse partido antes de participar da criação do PSDB. "Mas estou muito bem no PSDB e acredito que PMDB e PSDB podem trabalhar para construir um projeto juntos para o Brasil", afirmou. No entanto, voltou a insistir que ainda é muito cedo para se discutir as eleições de 2010. "E ninguém pode ser candidato de si próprio", advertiu. "O PSDB, antes de definir o candidato, deve definir qual a proposta, quais as bandeiras, o que vai diferenciá-lo do governo que está aí."

Tudo o que sabemos sobre:
reforma tributáriaAécio Neves

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.