Aécio vê descaso de Dilma com Minas

Governador e pré-candidato tucano diz que governo 'está devendo uma ação mais consistente' no Estado

Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

Ao afirmar que o governo federal "está devendo uma ação mais consistente" no Estado, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), acusou ontem a Casa Civil de "descaso" em relação à proposta de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a ampliação do metrô de Belo Horizonte.

Em setembro de 2008, o governo estadual, representado pelo então secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio Lacerda (PSB) - atual prefeito da capital mineira -, apresentou a proposta à ministra Dilma Rousseff. O objetivo é ampliar a capacidade de transporte do metrô de 150 mil para 800 mil passageiros por dia, com investimentos estimados em cerca de R$ 3 bilhões.

"Apresentamos alternativas para que o governo federal pudesse ter a parceria tanto do Estado quanto do município e do setor privado, através de uma Parceria Público Privada. Parece que isso não entusiasmou a própria Casa Civil", reclamou o governador. "Mas essa falta de entusiasmo não pode vir acompanhada do descaso a essa questão e da ausência de resposta."

Aécio é pré-candidato tucano à Presidência em 2010 e Dilma é apontada como virtual candidata do PT na disputa.

Aécio também cobrou da Infraero o início do projeto de ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Reclamou da falta de investimento federal em rodovias que cortam Minas e da "omissão" do governo no ressarcimento a Estados por perdas com a desoneração das exportações, como determina a Lei Kandir.

O mineiro afirmou não acreditar em retaliação pelo fato de ser de um partido de oposição, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não tem esse viés". "Acho que, mais uma vez, é a gestão do Estado que é morosa, é complexa e os resultados demoram a vir", disse. "O governo terá inúmeras dificuldades no que depender da nossa ação para aprovar o seu Orçamento, se continuar se omitindo em algo que é de responsabilidade do País e da economia brasileira".

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