Aécio toma posse em MG e ressalta feitos do 1º mandato

O governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves tomou posse nesta segunda-feira na Assembléia Legislativa. Em discurso, ele ressaltou seus feitos no primeiro mandato, afirmando que "o PIB (Produto Interno Bruto) de Minas, em 2005, foi 4,7%, o dobro do obtido pelo Brasil." "Alcançamos a melhor posição da década em exportações. Geramos cerca de 700 mil empregos com carteira assinada. Atraímos cerca de 100 bilhões em novos investimentos", continuou. Aécio inicia o seu segundo mandato com o desafio de transformar a sua nova gestão, conquistada com uma vitória consagradora já no primeiro turno da eleição, numa plataforma que o lance à sucessão presidencial de 2010. Não é à toa que tem declarado, desde o momento em que viu garantida a sua reeleição, que pretende implementar uma administração de realizações e resultados, colocando "Minas Gerais na vanguarda do crescimento econômico". Foi essa diretriz que prevaleceu na preparação do Orçamento de 2007, recém-aprovado pela Assembléia Legislativa, que prevê expansão significativa dos gastos públicos com investimento. Nas metas fiscais para o triênio de 2007/2009, período decisivo para as pretensões políticas do governador mineiro, os investimentos médios devem ficar ao redor de 3,3 bilhões de reais ao ano, mais do que o dobro das aplicações médias de 1,5 bilhão de reais verificadas ao longo do primeiro mandato. Eleito com quase 7,5 milhões de votos no primeiro turno da eleição, o que significou mais de 77 por cento dos votos válidos, Aécio não comenta seus projetos políticos para 2010, evitando escancarar uma disputa antecipada em seu próprio partido, que tem ainda entre potenciais presidenciáveis o governador de São Paulo, José Serra, e o candidato derrotado na última eleição, Geraldo Alckmin. O nome do governador mineiro, contudo, conta com a simpatia de aliados do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia (PTB), e o vice-presidente José Alencar (PRP). Esse trânsito do governador tucano em diversos grupos políticos foi demonstrado na última eleição, quando costurou uma ampla coligação formada por 10 legendas (PP, PTB, PSC, PL, PPS, PFL, PAN, PHS, PSB, PSDB), neutralizando a possível ameaça que poderia representar a polêmica união entre o PT e o PMDB, adversários históricos em âmbito estadual. Além de garantir uma expressiva vitória, alcançando o triplo dos votos obtidos por todos os seus adversários juntos, Aécio também levou o deputado federal Elizeu Rezende (PFL) ao Senado, impondo uma derrota ao presidente Lula, que apoiava o ex-governador Newton Cardoso (PMDB). com Reuters

Agencia Estado,

01 Janeiro 2007 | 19h31

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