Aécio sinaliza possível aliança a médio prazo com PT

Governador de MG coloca em xeque a aliança tradicional dos tucanos com o partido dos Democratas

ELIZABETH LOPES, Agencia Estado

15 de agosto de 2007 | 17h03

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), colocou em xeque nesta quarta-feira, 15, a aliança dos tucanos com os Democratas e sinalizou que seu partido tem a possibilidade de fechar um acordo, a médio prazo, com o PT.    "Tenho que ser otimista e acredito que se for construído um projeto (para o País) é possível a formação de novas alianças. Em Minas Gerais, tenho uma relação próxima com setores do PT, com sintonia de idéias e pensamentos. Encontramos mais convergências do que divergências".   O discurso aconteceu durante  palestra para cerca de 50 empresários da diretoria e dos conselhos da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), em Belo Horizonte.Numa referência à tradicional aliança que os tucanos mantêm com os Democratas no Estado de São Paulo, Aécio disse que a política paulista influencia muito a brasileira e também as legendas. Porém, advertiu que "esta não é uma lógica para o resto do Brasil". "Não podemos permitir que a radicalização política de um Estado, seja ele qual for, nos imponha uma camisa de força que impeça o Brasil de avançar." Na avaliação de Aécio Neves, uma aliança com o PT a curto prazo seria difícil. "Mas a médio prazo não." Ele acredita que esta aproximação seria mais fácil em torno de projetos e não de nomes. Aécio disse que, se o embate eleitoral for eliminado, PSDB e PT possuem muitas convergências. "Talvez este seja o meu papel, o de atuar na construção de pontes. Sou muito mais construtor do que dinamitador. Até porque para dinamitar, no Brasil a fila está muito grande." CrescimentoNa entrevista que concedeu, o governador de Minas fez questão de dizer que mantém "uma excepcional relação pessoal com o presidente Lula", mas não deixou de criticar o baixo índice de crescimento brasileiro. "Lamento que o Brasil esteja perdendo a oportunidade de sair deste crescimento medíocre, e a turbulência na economia mundial acende a luz amarela."

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