Aécio segue nos planos da oposição mesmo com recusa

A negativa solene do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) sobre a hipótese de aceitar a vice na chapa presidencial tucana deve pôr um ponto final no debate público do tema. Mas a oposição não considera o assunto encerrado. Setores do PSDB e de partidos aliados ainda enxergam espaço político e tempo hábil para um recuo e avaliam que a negativa pode ser até estratégica para "o grande gesto" que faria dele "o salvador" mais adiante.

AE, Agência Estado

28 Maio 2010 | 09h14

É neste contexto que o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, se recusa a falar em alternativas de vice com a recomendação de deixar o assunto decantar. "Já que não decidimos até hoje, não tenho por que antecipar. Meu prazo é o da lei", diz o deputado. "Definitivo na política é só a morte", completa, repetindo frase dita pelo próprio Aécio.

Interlocutores do mineiro dizem que a pressão excessiva dos últimos dias e a forma impositiva das cobranças foram "um desastre" porque incomodaram e precipitaram o processo. Avaliam que a pressão encurtou os prazos e que Aécio não quis esticar para não criar prejuízos políticos à candidatura Serra.

Prazo

A exemplo do que ocorre com os candidatos a presidente da República, os aspirantes a vice têm de registrar suas candidaturas até o dia 5 de julho. Antes disso, seus nomes devem ser aprovados nas convenções partidárias.

Mas a legislação e a jurisprudência estabelecem algumas hipóteses nas quais os candidatos a vice podem ser substituído após o registro na Justiça Eleitoral. O nome pode ser mudado se for considerado inelegível, renunciar à disputa ou ainda se morrer. Nesses casos, o partido terá um prazo de até 10 dias do fato para indicar o novo candidato a vice. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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