Aécio se mexe para lembrar que é candidato, diz analista

Após boatos de que teria acertado ser vice de Serra, governador de Minas cortejou DEM e peemedebistas

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

25 de maio de 2009 | 11h09

O tucano e governador de Minas, Aécio Neves, tem cumprido uma rotina de encontros com líderes de diversos partidos, como o DEM e o PMDB, nos últimos dias, com um objetivo claro: passar o recado de que a sua candidatura para 2010 não está rifada. A análise é do cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais Carlos Ranulfo, que define esta movimentação como uma "reação" do governador à declaração de que ele teria fechado um acordo para ser vice de José Serra.

 

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"A movimentação do Aécio reflete muito mais a necessidade dele de se manter à tona, como uma alternativa viável no PSDB. Ele deu declarações enfáticas dizendo que não tem acordo nenhum, que a candidatura dele está colocada, está se movimentando nesse sentido", disse. Na semana passada, Aécio disse que não havia hipótese de ele participar de uma chapa puramente tucana e classificou a notícia como "invencionice" e uma "grande piada".

 

Em uma das paradas na semana passada, Aécio se encontrou com o senador Pedro Simon(PMDB- RS), que defendeu que, caso o governador decidisse trocar o PSDB pelo PMDB, ele seria o candidato do presidente Lula. Ranulfo discorda da declaração do senador e considera "arriscado" uma eventual troca para o PMDB, "uma federação de interesses".

 

"Tudo é possível, mas acho extremamente arriscado qualquer pessoa que acredite no PMDB, qualquer estratégia que passe por entrar no PMDB, confiar e ter garantias no que ocorre num partido como o PMDB. PMDB é federação de interesses, ninguém banca nada ali dentro, qualquer acordo pode ser superado no dia seguinte. Acho também que seria pouco provável que Aécio poderia vir a ser um candidato de Lula, porque precisa levar em conta que tem o PT no meio".

 

Segundo o cientista, Aécio no PMDB significaria um quadro com três candidaturas: "Aécio e Serra se digladiariam e com o do PT, seja a Dilma, seja quem for. Quadro complicado, essa movimentação seria arriscada", finaliza.

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