Aécio se irrita e contesta acusação de Hélio Costa

O ex-governador de Minas Gerais e agora candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB) reagiu com irritação hoje à declaração do candidato do PMDB ao Palácio Tiradentes, Hélio Costa, que apontou falta de transparência do governo na divulgação de dados. O peemedebista afirmou ontem que tem tido dificuldades para obter números da administração estadual para a elaboração de seu programa de governo. Aécio classificou a declaração como uma "inverdade" e disse que "''factóides'' políticos não serão mais tolerados".

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

03 de agosto de 2010 | 17h17

"O candidato está hoje na obrigação de dizer qual foi o dia e a quem foram solicitadas informações sobre dados do governo que não foram transmitidas a ele", disse Aécio, durante visita a Montes Claros, no norte do Estado. "Daqui por diante, qualquer inverdade, qualquer acusação em relação ao governo nesses últimos anos será respondida diretamente por mim." Ele disse ainda que pretende concentrar a defesa da gestão tucana na disputa pelo governo do Estado.

Costa reservou sua agenda hoje para atividades parlamentares em Brasília, onde pretendia anunciar sua licença do Senado para se dedicar à campanha. Assessores informaram que ele não iria responder ao tucano. O candidato do PMDB lidera a corrida estadual com uma vantagem significativa sobre o governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição.

No núcleo da campanha de Costa, a interpretação é que Aécio tenta "atrair para briga" o peemedebista, que foi orientado pelo marqueteiro Duda Mendonça a evitar críticas diretas à administração do PSDB. Por isso, Costa teve o cuidado de dizer que a falta de transparência partia de setores e não "diretamente do governo".

Prefeitos

Durante a visita a Montes Claros, Anastasia comemorou o apoio de dezenas de prefeitos do norte de Minas, entre eles pelo menos dois petistas. "Eles reconhecem que ao longo dos últimos anos Minas Gerais avançou muito e nós devemos continuar", afirmou o tucano, desconversando sobre o chamado "Dilmasia" - o voto casado nele para o governo estadual e em Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial.

"Como a nossa base é muito grande, nós temos alguns partidos que estão nas duas bases. Agora, é claro que ficamos satisfeitos que prefeitos que no campo nacional - e que não estão conosco - apoiam o outro adversário, estejam conosco."

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