Aécio se diz 'homenageado' com nomeação de Alckmin em SP

Bom relacionamento com Alckmin é trunfo com o qual Aécio conta para tentar conquistar aliados paulistas

Raquel Massote, da Agência Estado

20 de janeiro de 2009 | 17h59

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tentou nesta terça-feira, 20,  minimizar o impacto político da escolha de Geraldo Alckmin (PSDB) como secretário de Desenvolvimento do governo de José Serra (PSDB) em São Paulo. Segundo ele, a escolha não deixa também de lhe ser uma homenagem, já que o ex-governador de São Paulo é seu amigo. "Me sinto também homenageado", declarou. O governador de Minas disse que Alckmin lhe telefonou pela manhã para explicar as "circunstâncias" em que ocorreu o convite de Serra e a importância da união do partido. Segundo ele, Alckmin prometeu lhe fazer uma visita em breve em Belo Horizonte. O bom relacionamento com Alckmin é um dos trunfos com o qual Aécio Neves conta para tentar conquistar aliados paulistas na disputa interna que definirá o candidato dos tucanos à Presidência da República. Questionado sobre o fortalecimento de Serra como possível candidato do PSDB à sucessão de Lula, Aécio tentou demonstrar despreocupação. "Se o Serra ganha, ganham todos", afirmou. Mais uma vez, o tucano defendeu a utilização das prévias pelo partido. Mas destacou que a medida só será utilizada se não houver consenso entre os tucanos. "E deve haver", ressalvou. DEM baiano  Aécio recebeu nesta terça-feira o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) para um almoço no Palácio da Liberdade. O político baiano negou que a visita tenha sido uma espécie de desagravo a Aécio depois das declarações feitas em São Paulo pelo presidente da legenda, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), sobre a união do DEM com José Serra em São Paulo. De acordo com ACM Neto, as declarações do presidente da legenda ocorreram num determinado contexto e não significam que o DEM não aprove o nome de Aécio. "O DEM estará com o PSDB", afirmou. "E respeitará as decisões internas do PSDB." Questionado sobre sua posição pessoal, se é pró-Serra ou pró-Aécio, o deputado ficou em cima do muro. "Eu sou quem o PSDB decidir."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.