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Para Aécio, Lula se colocar como possível candidato em 2018 'escancara a fragilidade deste governo'

Tucano disse ver com naturalidade uma provável candidatura de Lula. 'Mas, ao fazer isso agora, a menos de um ano do segundo mandato da presidente Dilma, só escancara a fragilidade deste governo', afirmou

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 19h09

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), rebateu nesta sexta-feira declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a disputa presidencial de 2018. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, o petista disse que pode disputar a Presidência da República nas próximas eleições "se for necessário". 

À mesma emissora, o tucano disse que a oposição respeita as regras constitucionais, mas ressaltou que as investigações contra a presidente Dilma Rousseff são de responsabilidade do governo petista e não fruto de ação dos opositores. "Caberá a nós das oposições garantir que qualquer desfecho se dê respeitando as regras do jogo. E se a presidente conseguir fazer a roda da economia voltar a girar e se defender adequadamente dessas acusações, o calendário será 2018 e as oposições estarão prontas disputar lá as eleições", respondeu o senador. 

Mais cedo, o ex-presidente se colocou como possível candidato do PT à sucessão de Dilma. "Não posso dizer que sou nem que não sou candidato. Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", afirmou Lula.

Aécio disse ver com naturalidade uma provável candidatura de Lula. "Mas, ao fazer isso agora, a menos de um ano do segundo mandato da presidente Dilma, só escancara a fragilidade deste governo", afirmou o tucano. 

Em trechos da entrevista divulgados por sua assessoria, Aécio afirma que o desfecho para a crise acontecerá dentro dos princípios legais. "É preciso que fique claro que, para as oposições, qualquer desfecho para essa crise se dará estritamente dentro daquilo que prevê a Constituição. As investigações que ocorrem em relação à conduta da presidente da República, seja no TCU (Tribunal de Contas da União), seja em relação à eventual utilização de dinheiro da propina da Petrobras na campanha da reeleição, investigação essa já em condição de ser aberta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se dá única e exclusivamente por ações desse governo e não das oposições", apontou.

O presidente do PSDB cobrou explicações para a perda de 1,5 milhão de postos de trabalho em 2015 e a elevada taxa de juros. "Lamentavelmente, o governo do PT colocou o Brasil na maior e mais grave crise da sua história, com recessão, inflação, e o que é mais grave, a perda de esperança e de expectativas em relação ao futuro", declarou.

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