Jefferson Rudy/Divulgação
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Aécio rebate acusação de petistas sobre 'lista de Furnas'

Segundo o senador tucano, citado na Lava Jato, documento 'é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País'; parlamentares pediram a Janot que investigasse o caso

Beatriz Bulla e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2015 | 19h49

Brasília - O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio da assessoria de imprensa, rebateu o pedido de deputados petistas para que o parlamentar seja investigado por suposta participação na chamada "lista de Furnas". "A chamada lista de Furnas - relação que contém nomes de mais de 150 políticos brasileiros de diferentes partidos - é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País e já foi reconhecida como falsa em 2006 pela CPMI dos Correios", diz a nota do tucano. Segundo a nota, a "lista de Furnas" surgiu em 2005 como "tentativa de dividir atenção da opinião pública" em meio à revelação do mensalão.


Mais cedo, os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada "lista de Furnas". Na Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef citou o nome de Aécio ao explicar como ocorria o pagamento de propinas na estatal de energia que, segundo o doleiro, era dividido entre PP e PSDB.

"Ao contrário do alardeado pelo PT, não existem uma, e sim três diferentes versões de listas de Furnas, que têm sido insistentemente divulgadas pelo deputado do PT de Minas Gerais Rogério Correia e pelo falsário Nilton Monteiro desde 2005. Em 2011, o PSDB apresentou denúncia contra o deputado petista junto à PGR e espera que as autoridades investiguem a natureza da relação de Correia com Nilton Monteiro, processado e condenado por falsificação de inúmeros documentos", diz a nota do tucano.

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