Aécio quer revisão de dívidas

Ao discorrer sobre as ações para o enfrentamento da crise global, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu ontem uma revisão das dívidas dos Estados com a União. Aécio fez coro a uma reclamação que ganha corpo diante da perspectiva de queda mais sistemática na taxa básica de juros. O custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI). A expectativa é que caso a taxa Selic fique abaixo de 6% ao ano, em termos reais - descontada a inflação -, os governos estaduais e municipais passem a subsidiar a União. Aécio disse que já propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que parte dos 13% da receita corrente líquida que os governos estaduais transferem à União seja reinvestida em obras de infraestrutura nos Estados. E sugeriu a aplicação dos recursos na malha federal. Ao ser questionado sobre a proposta de Aécio, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que estava ontem em Minas, disse que as medidas por ele mencionadas seriam levadas para análise dos "órgãos adequados, com toda a seriedade". Ele destacou que na atual crise "certamente é muito importante a manutenção e o aumento dos investimentos". O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), também pediu mudanças ao governo federal, ao solicitar ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a recomposição de um corte, no valor de R$ 238 milhões, no Fundo Constitucional do DF. Segundo ele, esse corte ocorreu em função de mudanças na fórmula de cálculo da receita líquida do Distrito Federal. Sem os recursos, disse Arruda, o governo de DF terá que suspender reajustes salariais já negociados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.