Aécio quer explicação, mas defende serenidade

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou hoje que a oposição precisa ter serenidade e firmeza nos pedidos de esclarecimentos ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, acusado de multiplicar o próprio patrimônio por 20 em um período de quatro anos. O ministro atribuiu a evolução a consultorias econômico-financeiras prestadas no período. Para Aécio, não há interesse em "desestabilizar o governo".

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

17 de maio de 2011 | 15h34

"É preciso, e eu acho que o próprio ministro tem interesse nisso, que se saiba quais os serviços foram prestados, quais empresas fizeram a contratação. Mas vamos aguardar com serenidade. Não é nosso interesse criar um movimento de desestabilização do governo", afirmou Aécio.

O tucano afirmou ter "muito respeito" por Palocci e destacou que não há vedação legal de que ele atuasse como consultor enquanto era deputado federal. Questionado se o PSDB não estava num tom mais baixo que o restante da oposição, Aécio disse se tratar de uma questão de perfil. "Cada um tem seu estilo", argumentou.

Aécio participou de uma reunião da bancada do PSDB na qual o partido decidiu subscrever uma representação para que Palocci seja investigado pela Procuradoria-Geral da República. O pedido terá as assinaturas também do DEM e do PPS.

O líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), voltou a defender que Palocci abra seu sigilo fiscal para esclarecer o caso. Atribuiu ainda à opinião pública a pressão sobre o ministro e afirmou que a oposição precisa ser responsável. "Evidente que há um movimento da opinião pública no sentido da suspeição absoluta e só esclarecimentos cabais podem acabar com essa suspeição", disse.

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