Aécio: PSDB vai propor retorno da cláusula de barreira

Após receber apoio do recém criado Solidariedade, senador diz ser favorável a restrições a novos partidos; para tucano 'o Brasil merece' a candidatura de Marina Silva

José Roberto Castro e Gustavo Porto , Agência Estado

30 de setembro de 2013 | 18h03

São Paulo - Depois de apoiar a criação do Solidariedade, partido que já declarou apoio sua provável candidatura à presidência, o senador Aécio Neves criticou na tarde desta segunda-feira, 30, o alto número de partidos. E disse que o PSDB vai propor brevemente o retorno da cláusula de desempenho, aquela que impõe restrições a novas legendas, como a não participação no rateio do fundo partidário e tempo no horário eleitoral gratuito.

Na visão do tucano, para que um partido possa ter atividade parlamentar e usufruir dos benefícios da lei, ele precisa atingir um determinado resultado. Segundo Aécio, a defesa da criação do Solidariedade e do Rede Sustentabilidade, feitas por ele e pelo PSDB, não contradizem crítica ao elevado número de legendas.

"O governo estimulou a migração de parlamentares dos partidos de oposição para a base. Só que o governo quis no dia seguinte parar com isso", criticou. "O que nós fizemos foi não permitir que houvesse um tratamento para o governo e outro para a oposição", disse Aécio, que disse esperar que Marina Silva consiga aprovar o Rede Sustentabilidade. "Eu acho que o Brasil merece ter uma candidatura como a da Marina", completou Aécio na saída do Fórum Exame 2013, na capital paulista.

Pesquisas. Aécio relativizou os resultados das últimas pesquisas eleitorais que o colocam em terceiro lugar em um cenário com Dilma Rousseff, Marina Silva e Eduardo Campos. Para ele, a medição neste momento dá vantagem a candidatos que já disputaram eleição presidencial, caso de Dilma e Marina, as duas primeiras.

"Não é algo real e consistente comparar quem já disputou eleição com quem nunca disputou. O único dado consistente é a porcentagem que não quer votar na presidente. E ela tem um conhecimento de 100%", disse o senador.

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