Aécio propõe ''passar País a limpo'' e choque de gestão

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), defendeu ontem a reforma de gestão do Estado brasileiro. Aécio aproveitou a abertura do 2º Encontro Nacional do Judiciário, em Belo Horizonte, para discorrer sobre o chamado choque de gestão, implantado em seu governo e apresentado como modelo para "passar o Brasil a limpo e definir novos modelos de planejamento, organização e gestão, tanto no Executivo quanto no Legislativo e no Judiciário". O tema é um bordão do mineiro, que disputa com o colega José Serra (SP) a indicação como candidato do PSDB à Presidência em 2010. "Por apego ao passado e às velhas práticas e devido ao medo de inovar, ousar e criar, o Estado brasileiro ainda é pesado, caro, lento e ineficiente", criticou. Aécio condenou ainda o "paternalismo e assistencialismo, que só servem para eternizar as relações de dependência das pessoas, das famílias e das comunidades". O tucano apontou também graves prejuízos com o adiamento de reformas constitucionais. "Algumas crises que vivemos nos últimos anos resultaram diretamente da nossa incapacidade política de obter o consenso em torno de reformas inadiáveis." RUMODepois de rasgar elogios a Serra e Aécio, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, cobrou em São Paulo "a definição de um rumo" para a oposição. "O PSDB tem dois bons nomes e precisa resolver a questão num curto ou médio prazo. Mas quanto mais tempo levar, pior será", avaliou. Para ele, a oposição também tem falhado na missão de mostrar ao povo os problemas do atual governo.

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