Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Aécio promete criar 500 unidades regionais de saúde

"Estou preparado para construir a partir do diálogo uma nova etapa na qualidade da saúde pública", disse o tucano

ERICH DECAT, Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2014 | 17h53

O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) anunciou nesta terça-feira que, se eleito, pretende implementar como programa na área de saúde a criação de 500 unidades regionais em todo País.

"Estou preparado para construir a partir do diálogo uma nova etapa na qualidade da saúde pública. Com foco, por exemplo, nos atendimentos especializados. O nosso programa vai propor a criação de alguma coisa em torno de 500 grandes unidades regionais, num País de 5.500 municípios, onde o cidadão chegue, é atendido por um médico especializado, encaminhado a partir do diagnóstico feito para fazer o exame, e já sai dali com os remédios", afirmou o tucano, após participar de ato de campanha na Associação Médica de Brasília.

Questionado sobre o futuro dos médicos cubanos que fazem parte do Programa Mais Médicos, uma das principais bandeiras eleitorais do atual governo, Aécio disse: "Cubano tem prazo de validade, ficarão aqui por três anos. O que eu pretendo é que não haja mais necessidade de médicos estrangeiros no Brasil porque ao longo do tempo as nossas políticas, nossas ações, permitirão que essas vagas sejam ocupadas por brasileiros formados, e que passem pelo Revalida. Se houver necessidade de médicos estrangeiros, que isso seja apenas a solução lateral e não central".

O candidato também voltou a defender a criação do Ministério de Infraestrutura, caso seja eleito. "Quando falei da ideia de construir um forte ministério é para que isso possa ajudar a restabelecer a credibilidade do País, abandonada e perdida hoje, para que possamos ter de novo capital privado nacional e estrangeiro para nos ajudar nesse mutirão de infraestrutura no Brasil, tendo como prioridades as hidrovias e ferrovias abandonadas", ressaltou.

O tucano não respondeu de forma direta se no novo ministério pretende manter as atuais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O meu governo não estará preocupado com marcas, slogans e não terá o ministro mais importante sendo o marqueteiro do governo. O que quero é resultados. O PAC é um conjunto de investimentos, alguns iniciados, alguns poucos concluídos e grande parte deles no meio do caminho e até abandonado", disse.

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