Aécio pede tratamento igual para Lula e Azeredo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, criticou o tratamento dado ao ex-governador tucano, Eduardo Azeredo, pelo relatório final da CPI dos Correios, em comparação ao que foi dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não há "diferença alguma" entre a existência de uma eventual caixa 2 na campanha de Azeredo em 98 e na campanha presidencial de 2002. "A situação é a mesma e, se tiver de haver algum tipo de punição, deveria ser isonômica. Não houve isonomia entre questões muito parecidas", afirmou, ao participar da abertura de um seminário paralelo à 47º Assembléia dos Governadores do BID."Se é para aliviar o presidente Lula, que façam o mesmo em relação ao outro. Se é para punir, que punam isonomicamente todos que os fizeram caixa 2", disse, ao ser indagado sobre a preservação de Lula no relatório. O governador ressaltou que, se houve caixa 2 na campanha de Azeredo, é um crime já prescrito. Em contrapartida, ele afirmou que a existência do caixa 2 na campanha de Lula foi admitida publicamente pelo publicitário Duda Mendonça, durante depoimento na CPI dos Correios, e também pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio SoaresApesar da crítica, Aécio disse que respeita a seriedade do relatório final da CPI, ponderando que o documento final nunca agradaria a todos. "A CPI cumpriu seu papel. Falhas sempre ocorrerão. Contentar a todos é impossível", acrescentou. O governador não quis opinar se a bancada do PSDB deve aprovar o documento.

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