Aécio pede mais verba para Saúde em troca da CPMF

Em plena definição do Brasil como sede da Copa de 2014, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aproveitou um almoço com os demais governadores para tentar negociar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Aécio insistiu em repasse maior do tributo para a Saúde e da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE) aos Estados. Ele ainda afirmou que poderia ter de três a cinco votos no Senado.   "Aécio fez suas reivindicações e foi quem liderou a conversa sobre a CPMF", confirmou o governador da Bahia, Jacques Wagner. A conversa ocorreu na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, e em um almoço em que o presidente Luis Inácio Lula da Silva também participava, mas em outra mesa. Segundo Jacques Wagner, Aécio defendeu dois pontos. O primeiro seria de um maior repasse aos governadores para a área da Saúde. A segunda reivindicação é de um aumento de 25% para 46% no repasse da CIDE pela União aos Estados. "Defendi que seria ou uma coisa (repasse para a Saúde) ou o repasse da CIDE. Não as duas coisas", disse Wagner. O encontro dos políticos ainda contou com um fato inusitado para vários governadores. Eduardo Paes (PMDB), secretário de Turismo do Rio e candidato à Prefeitura da cidade, revelou que iria convidar o jogador Romário para sua chapa como vice. "Achávamos que era brincadeira, mas tudo indica que não é", contou Wagner.   Questionado, o atacante apenas riu e deixou a sede Fifa sem comentar sobre a declaração.     A segunda reivindicação é de que a CIDE passe de 25% para 46% (da união para os estados. "Defendi que seria ou uma coisa (repasse para a Saúde) ou o repasse da CIDE. Não as duas coisas", disse Wagner. Aécio ainda garantiu que, se sua proposta fosse aceita, ele teria como "arrancar" de três a cinco votos no Senado em relação à lei.    

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