Aécio Neves nega fim do PAC em possível governo tucano

Segundo o governador mineiro, nenhum partido foi mais responsável na administração do País do que o PSDB

Raquel Massote, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2010 | 18h35

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), rebateu nesta quarta-feira 19, as declarações dadas ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de que a oposição planeja o fim do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Este é um discurso com componente eleitoral e que não corresponde à verdade", disse Aécio.

    

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A afirmação de Dilma foi feita durante cerimônia de inauguração de uma barragem em Jenipapo de Minas, no Vale do Jequitinhonha. A declaração foi uma resposta à entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), à revista 'Veja' da semana passada. "As estradas estão esburacadas, os aeroportos estão na iminência de outro apagão, a infraestrutura de transportes, como os portos, foi entregue a políticos e a grupos de pressão. Isso é o PAC, na realidade, e nós vamos acabar com ele", afirmou Guerra na entrevista.

De acordo com Aécio, nenhum partido foi mais responsável na administração do País do que o PSDB. "Os projetos corretos e bem planejados serão mantidos e talvez com nível de eficiência maior porque teremos sempre o cuidado de não partidarizar a máquina pública", afirmou o governador.

Aécio afirmou ainda que é preciso ter uma atenção do governo federal em relação aos compromissos do período eleitoral. "Estes atos administrativos não podem se transformar em atos eleitoreiros porque eles perdem substância", disse.

Ele comentou ainda o constrangimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao perceber que políticos tucanos que o acompanhavam em uma solenidade em Juiz de Fora, na zona da Mata mineira, foram vaiados pela plateia. "Isso é um alerta para que possamos conviver de forma respeitosa."

O governador assinou contrato com o consórcio espanhol Iberinsa-Spim para a execução do estudo de viabilidade da plataforma logística multimodal de transportes do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e o estudo preliminar de traçado do ramal ferroviário entre a Estação Vilarinho até o aeroporto, em uma extensão de 30 quilômetros.

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