Aécio Neves defende restrição a partidos políticos

Depois de dizer que reduzirá o número de ministérios, o senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência, anunciou hoje mais uma medida que pretende tomar em seu "primeiro dia de governo" caso seja eleito. "Vou apresentar no primeiro dia de governo, de novo a proposta da cláusula de desempenho", afirmou, durante uma palestra da Grande Loja da Maçonaria de São Paulo, na capital paulista.

CARLA ARAUJO E PEDRO VENCESLAU, Agência Estado

10 de abril de 2014 | 22h21

Aécio garantiu ainda que trabalhará pelo voto distrital misto, pelo fim das coligações proporcionais e pelo fim da reeleição, com a possibilidade de um mandato único de cinco anos.

O tucano criticou sua provável adversária no pleito de outubro a presidente Dilma Rousseff e disse que a possibilidade de reeleição permite com que seja feito o uso da máquina para determinado candidato. "Há mais um ano (a presidente) tem uma agenda de candidata", afirmou. O senador disse que são medidas difíceis, mas que precisam ser feitas. "Sei que não terei unanimidade nem dentro do meu partido."

Ele criticou ainda a portabilidade de mandatos políticos. Segundo Aécio, isso permitiu que os mandatos sejam usados como objetos comerciais. "Infelizmente mercantilizou-se como nunca a ação partidária no Brasil", disse Aécio,

Aécio afirmou ainda que a decisão do Supremo a favor da portabilidade permite que políticos criem partidos e negociem tempo de televisão. "Fazendo uma caricatura não muito distante da realidade. Hoje, agrupam-se 10 ou 15 deputados, criam um partido. O Fundo partidário eles dividem entre eles e o tempo de televisão eles vendem", afirmou.

Durante a palestra a maçons, o senador fez duras críticas ao atual modelo econômico do governo e reafirmou que tentará "reconquistar a credibilidade que o Brasil perdeu". Ele também citou a CPI da Petrobras, chamando-a se "tema do momento".

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