Aécio Neves ataca obras inacabadas e Bolsa Família

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou neste sábado, 21, durante encontro regional do partido em Maceió, como uma "cruzada" sua caravana pelo Brasil. "Começamos hoje uma linda caminhada", disse o tucano para uma plateia de lideranças do PSDB, prefeitos, deputados e governadores do Nordeste.

PEDRO VENCESLAU, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

21 de setembro de 2013 | 14h28

Ao discursar, Aécio voltou a atacar o PT. "Pegaram ontem mais um com a mão na botija no Palácio do Planalto fazendo tráfico de influência", acusou, referindo-se ao ex-assessor especial Idaílson José Vilas Boas Macedo, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. O funcionário foi demitido na sexta-feira, 20, pela ministra Ideli Salvatti após o Estadão revelar que, segundo o inquérito da Operação Miquéias, da Polícia Federal, o assessor atuava como lobista da quadrilha acusada de pagar propina a prefeitos para direcionar investimentos de fundos de pensão municipais.

Considerado por tucanos como responsável pelo sucesso eleitoral do PT no Nordeste, o programa Bolsa-Família foi atacado pelo pré-candidato do PSDB. "Para nós, o Bolsa Família é o ponto de partida, para o PT é o ponto de chegada", disse Aécio. "O DNA do PSDB está nos programas de transferência de renda. Começamos isso no sertão de Alagoas. Depois, a esse programa se juntou o Bolsa Escola. Veio daí o Bolsa Família", afirmou.

No discurso, o tucano também atacou obras do governo Dilma Rousseff. "O Brasil é um cemitério de obras inacabadas", disse o senador, afirmando que a refinaria Abreu Lima "será a mais cara em qualquer parte do mundo".

O evento, que reuniu o senador paraibano Cássio Cunha Lima, o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira, Sérgio Guerra, o ex-governador Tasso Jereissati e o prefeito de Maceió Teotônio Vilela, foi encerrado após vários discursos com a execução do hino nacional. (

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