Aécio negocia apoio com Paulino e Rogério Magri

O presidente do PSDB e provável candidato à presidência da República, senador Aécio Neves (MG), apresentou nesta terça-feira, 26, quais serão seus principais aliados na tentativa de conquistar espaço no movimento sindical: o deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP), e o ex-ministro do Trabalho Antonio Rogério Magri.

JOÃO DOMINGOS; RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

26 de novembro de 2013 | 20h24

Eles estiveram nesta terça-feira em um almoço que reuniu parte da bancada do Solidariedade e 45 dirigentes da Força Sindical, central que representa grandes contingentes de trabalhadores do setor produtivo, como o calçadista, de transportes, eletroeletrônicos e de alimentos.

Magri foi ministro do Trabalho de Fernando Collor (1990/1992) e se notabilizou por frases que chamaram a atenção por neologismo como o "imexível" - já adotado por dicionários - ou por comparar sua cachorra a um ser humano.

Aos 73 anos, é consultor sindical e disse ontem que fará campanha por Aécio. "Sou amigo dele há muito tempo e tenho certeza de que fará o melhor pelos trabalhadores", afirmou. Quando era ministro, Magri disse que não havia perigo de alguém mexer no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). E criou a famosa expressão: "O FGTS é imexível". Agora, que já passou dos 70 anos, pensa em ser "imorrível". "Estou firme, imexível e se continuar desse jeito, imorrível", declarou.

O ex-ministro disse que hoje presta assessoria à Força Sindical e à União Geral dos Trabalhadores (UGT). "Rodo o País trocando minha experiência de dirigente sindical e de ministro com a juventude trabalhadora". Durante o governo de Collor, ele foi acusado de ter desviado U$ 30 mil (cerca de R$ 65 mil hoje) de uma obra do Canal da Maternidade, em Rio Branco, no Agre, e chegou a ser condenado pela Justiça Federal a dois anos de prisão. Mas, segundo Magri, ele mesmo não sabe em que pé está o processo. "Já se passaram mais de vinte anos. Não sei o que aconteceu", disse ele. "Foi uma acusação injusta e com valores tão distantes dos que aparecem nos escândalos de hoje. Acho que deu em nada".

Apesar de o Solidariedade ter decidido que só em março dirá se vai apoiar Aécio Neves ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o tucano saiu satisfeito do encontro. Indagado se estava convencido de que atrairia o partido para sua campanha, tirando-o de Eduardo Campos, Aécio respondeu: "Eu acho que está redondo, não está?" Para Aécio, foi o encontro mais proveitoso que teve com um partido até agora. "Vamos chegar lá. Vamos para o segundo turno. Com o apoio do Solidariedade e da Força Sindical vamos governar o Brasil", disse ele.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que a central não fechará uma posição a favor deste ou daquele candidato de oposição. "A central é democrática. Cada um é livre para apoiar quem quiser". Quanto ao Solidariedade, Paulo da Força lembrou que no partido há apoiadores de Aécio e de Eduardo Campos. A maioria tende a ficar com a Aécio e é liderada pelo próprio Paulinho e pelo líder da bancada na Câmara, Fernando Francischini (PR). Entre os que defendem o apoio a Campos está o deputado Domingos Dutra (MA), ex-PT. Ele não foi à reunião.

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